Cinelol – Cannibal Holocaust
25 de junho de 2009 // By: Sicko // 67 Comments

Salve amiguinhos,
Nem só de bundas, peitos, vaginas e leitores com anomalias vive o LOL. Somos pessoas instruídas e admiramos a boa arte.
Pensando nisso decidi compartilhar com vocês impressões sobre filmes edificantes (ou não) que já cruzaram ou venham a cruzar meu caminho.
Leiam, comentem e SUGIRAM.
Cannibal Holocaust

Itália – 1980
Direção: Ruggero Deodato
Considerado o filme mais polêmico de todos os tempos Cannibal Holocaust fez jus ao título logo na semana de estréia. Sob suspeitas de se tratar de um filme snuff, com cenas reais de morte, o diretor Ruggero Deodato foi detido e mantido preso até que conseguiu contatar os atores e apresentá-los vivos no tribunal.

É de mentira seu juiz.
O filme conta a história de um grupo de documentaristas que viaja aos confins da Amazônia a fim de documentar a vida dos índios canibais. A missão é um fracasso e uma equipe chefiada pelo antropologista Harold Monroe é enviada para resgatá-los. Após vagar pela selva na companhia de um guia FORMIDÁVEL, Dr. Monroe finalmente consegue recuperar todo o material filmado.
A película é precária, o roteiro chulo e as atuações pífias. O ator mais conhecido é Robert Kerman, que antes de interpretar o Dr. Monroe fez uma respeitável carreira com mais de 100 filmes pornôs.

Pênises flácidos – você verá muitos.
A despeito disso a obra alça aos infinitos níveis de formidável.
O realismo é contundente e perturbador.
Coisas que provavelmente te perturbarão:
- Estupro: perdi a conta do número de vaginas defloradas ? força no decorrer dos pouco mais de 90 minutos.
- Estupro hardcore of doom com um VIBRADOR de pedra, uma bola de terra com estilhaços de madeira seguido de morte por pedradas.
- Mortes REAIS de animais: um quati, uma aranha, uma cobra, um macaco (que tem o cérebro comido), um porco e uma tartaruga são mortos, alguns deles com detalhes.
- Estupros, já falei deles?
- Nudez. Pode não ser uma coisa perturbadora per se mas lembre-se que estamos falando de índios velhos de saco murcho e índias cujos peitos tocam os joelhos.
- Desmembramentos: braços são decepados, pernas arrancadas, membros comidos e PÊNISES retalhados.
- Em uma cena uma índia grávida é amarrada enquanto da ? luz e o recém-nascido é enterrado na lama enquanto a mulher é apedrejada.

A famigerada cena da tartaruga
A trilha sonora composta por Riz Ortolani (que ganhou o Grammy pela trilha de Mondo Cane) é estupefaciente. Misturando diferentes estilos conta com faixas TENSAS carregas de sintetizadores (Adulteress’ Punishement, Massacre of the Troupe, Savage Rite), comoventes (Crucified Woman) e, surpreendentemente, relaxantes (Drinking Coco, Cameramen’s Recreation).
O DESTAQUE, entretanto, é para a APRAZÍVEL música tema do filme. Uma baladinha 70’s relaxante que é freqüentemente usada como plano de fundo para cenas de antropofagia e desmembramento. Ouça-a aqui.
Por trás da fachada de filme exploitation, no entanto, escondem-se alguns méritos reais. Cannibal Holocaust talvez tenha sido o primeiro filme a fazer uso extenso de mockumentaries, cenas gravadas para que parecessem reais, idéia que foi utilizada com sucesso por filmes como A Bruxa de Blair, REC e Cloverfield.
A crítica social por trás da história é estridente. É um ataque direto ? sociedade ocidental que se resume muito bem com a indagação final do Dr. Monroe: “I wonder who the real cannibals are”.
[rating:4]
Veja o trailer:




















