Sobre o ACESSO ANTECIPADO dos Patronos à Galeria da Fama

Olá amiguinhos, como vão?

 

Há quase um ano decidi iniciar o Patreon do LOL com o objetivo de ajudar a COMPRAR parte do meu tempo a fim de permitir que eu continuasse a manter o site. Embora meu trabalho real continue a CONSUMIR MINHA ALMA (devo dormir umas 4 horas por dia, em média, veja você!), o generoso apoio de alguns leitores tem permitido, ao menos que o LOL se mantenha vivo e atualizado.  E não sou só eu que me beneficio disso, TODOS VOCÊS só estão lendo isso por causa desses leitores.

Se vocês se lembram, uma das promessas que fiz foi que o conteúdo do site continuaria o mesmo para os leitores que pagam e os que não pagam. É uma promessa que, embora eu não precisasse fazer (afinal, qual o problema em fornecer conteúdo exclusivo a quem paga por ele?), decidi fazer por consideração a vocês e ao espírito do SÍTIO.

 

E ela tem sido mantida. Todos vocês, patronos ou não, têm acesso ao mesmo conteúdo, inclusive àquilo que só foi produzido graças ao patrocínio de alguns.

 

Isso, no entanto, não significa que os patronos não possam ter REGALIAS. Eles têm.

 

This polar bear certainly looks CHILLED OUT as he kicks back on an ice cap at sunset

 

Além dos prêmios lá do patreon, eles têm um sensacional GRUPO SECRETO no Facebook, que virou uma pequena comunidade sensacional e onde muitas amizades (de coração e de rola x vagina) se formaram nesse tempo. Têm descontos exclusivos na LOLJA  e, a partir desse mês, terão dois sorteios mensais de produtos.  Têm acesso a fotos exclusivas das patronas (e ESSAS são exclusivas só pra eles mesmo porque as meninas que postam querem postar só lá) E acesso antecipado aos posts da Galeria da Fama e a alguns posts autorais, antes que eles sejam liberados para o público geral.

É importante notar que o acesso é ANTECIPADO, não exclusivo, de modo que mesmo que não pagou vai acabar vendo o mesmo conteúdo. É uma maneira legal de demonstrar meu apreço pela ajuda deles, um tapinha no ombro, de fazê-los sentirem-se especiais (e, para fins do site, eles são) sem prejudicar o pessoal que não quer ou não pode pagar.

Isso já tem sido feito há muito tempo, só que antes os posts não apareciam na home do site antes que fossem abertos para o público. Ontem por sugestão de alguns patronos, decidi deixar os posts aparecerem na home, com uma senha e uma mensagem que EM SETE DIAS ELE SERIA ABERTO AO PÚBLICO GERAL.

 

O que eu não imaginava é que fosse despertar A QUINTA SÉRIE QUE MORA DENTRO DE ALGUNS!

 

giphy

 

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A hipocrisia brasileira ou como o brasileiro ama condenar o material que consome

 

Outro dia mesmo eu falava no Twitter sobre o estranho comportamento brasileiro.

(Abro parênteses para reconhecer o óbvio: não é algo exclusivo do brasileiro. Há casos nos EUA de jovens que se mataram por sofrerem bullying após “cairem na net”. Falo do brasileiro porque é sob essa perspectiva que vivo e vejo pessoas serem afetadas e porque, no Brasil, esse comportamento parece se manifestar em massa e não como exceção.)

O Brasil é amante de bunda, de carnaval, de putaria. São alguns de nossos cartões de visitas e sabemos que não é falsa impressão. Aqui se pratica e se aprecia a putaria. Aliás, isso não é nossa exclusividade. Toda cultura aprecia putaria. Mesmo as mais fechadas. Mas aqui a gente a aprecia publicamente. Temos Carnaval, temos panicats. Grandes marcas de cerveja usam bundas para se venderem.  Gostamos de mulheres nuas e sensuais. Gostamos de sacanagem. Mas não gostamos das mulheres que as proporcionam.

O brasileiro parece ter fetiche pela mulher anônima. Apoia e incentiva a nudez, a orgia, a sacanagem (vejam a nossa Galeria da Fama), mas abominam a mulher que se deixa descobrir. A “diva”, o “sonho de consumo” se transforma imediatamente na “vadia” ou, condescendentemente, na “burra e inocente que se deixou filmar” quando descoberta.  Me lembra uma cena de “A Máfia no Divã” em que Robert de Niro fala sobre sexo oral com seu analista. Ele diz que adora receber e, quando o analista lhe pergunta se a mulher dele o chupa, ele responde indignado “Claro que não! Com a mesma boca que ela beija nossos filhos?”.

Essa DOENÇA SOCIAL do brasileiro se manifesta mesmo aqui, no LOL, um site que, supostamente, atrai um público mais mente aberta e liberal. Reparem bem. Sites gringos do mesmo gênero estão repletos de fotos de garotas nuas mostrando o rosto com orgulho. Não é que a culpa seja das brasileiras. Como as gringas, elas gostam de se exibir, ter o corpo apreciado, comentado, de ser um estímulo intocável para uma multidão de homens. Que ser humano não quer se sentir desejado? Mas, diferente das gringas, a brasileira vive sob uma realidade diferente. É obrigada a esconder o rosto como se fosse criminosa pois sabe que seria condenada como tal pela sociedade IMBECIL em que vive.

E isso não é o pior! A síndrome de protetor da moral é tão grande que, mesmo as meninas cujos vídeos PESSOAIS foram parar na internet contra sua vontade, são taxadas de “vagabundas” e condenadas ao ostracismo social. É um sintoma muito grave e triste da sociedade em que vivemos. Tudo é permitido, desde que escondido. Se seu vídeo transando com seu marido ou namorado for parar na internet, você se converterá imediatamente em vagabunda, puta ou meretriz. E, pior. Os mesmos que te condenam, são os mesmos que baixam seu vídeo para se masturbarem.

É uma sociedade nojenta e apavorada consigo mesma, que se julga no direito de infernizar a vida de uma mulher só porque um vídeo dela em um momento íntimo caiu na internet. Como se fosse ANORMAL chupar o pau do marido ou pedir para ser comida de quatro.

O brasileiro é um viciado em CRACK que detesta o traficante. Ama o vício, mas se recusa a se sentar à mesa com o fornecedor. É um homem inseguro. Defensor de uma moralidade falsa que não pratica. É o cara que fica até mais tarde no trabalho para transar com um travesti na rua e fazer com ele aquilo que acha impensável fazer com a própria esposa.

É um homem infeliz, infantil, falso-moralista e injusto. E digo “homem” aqui no sentido mais amplo. Porque as mesmas mulheres que condenam fulana por terem cometido o CRIME de ser filmada transando com alguém perdem o sono pelo desejo de serem comidas como mulheres de verdade e não como santas.

Temos uma curiosidade mórbida,  um desejo incontrolável e nocivo de divulgar,condenar e propagar o que não é diferente do que fazemos em particular.

UPDATE: No furor da escrita da madrugada (vinho), me esqueci de mencionar outro sintoma do grave machismo e misoginia de que padece o brasileiro.  Em quase todos os casos de “caiu na net” é possível observar um padrão. Um casal, em um momento íntimo decide filmar sua transa. Pode ser por insistência do parceiro ou por pedido da própria mulher. O importante é que ambos concordaram em registrar aquele momento íntimo para verem depois. É uma comunhão de vontades. É um passo adicional de intimidade. Algum tempo depois o vídeo vai parar na internet porque o homem resolveu mostrar para um amigo (atitude completamente infantil e doentia) ou botou online de propósito. Em uma sociedade normal, que pensasse racionalmente, o homem seria execrado pela covardia e injustiça que cometeu. Seria punido legal e moralmente. Perderia amigos, afinal, quem quer ser amigo de alguém que trai a confiança dos outros tão flagrantemente?

Mas não é isso que vemos acontecer. O homem que jogo o vídeo na internet desaparece dos comentários. Como vetor de todo o problema ele é ignorado. Todos os comentários se focam na mulher que, de vítima, se transforma em ré. É ela a vagabunda que se deixou filmar. É ela a burra que confiou nele, como se ele não pudesse ser condenado por suas ações. É uma inversão doentia. É a lógica de culpar a vítima pelo estupro.

Há casais que curtem se filmar para ver depois. Eu curto. Muitas de minhas namoradas curtiam. O problema não está aí. É tão grave assim o ato de se deixar filmar que transforme um boquete inocente em ato merecedor de punição? Se eu fosse um babaca inseguro ou amargurado e resolvesse jogar algum desses vídeos na internet a culpa seria de algum delas? NÃO! Seria minha, e só minha.

 

Dito isso, dou-me a liberdade de reproduzir um texto que li no Pimentaria. Reproduzo na íntegra (e já peço perdão à autora), porque considero amostra clara de como esse moralismo barato e gratuito pode destruir a vida de alguém que é exatamente como eu ou você.

 

“Fran,

Meu celular acabou de apitar avisando uma mensagem nova no Whatsapp. Era um vídeo de 13 segundos em que você aparece fazendo um boquete e perguntando ao câmera: “quer meu c*zinho apertadinho?” – fazendo um sinal de OK. Eu deveria ter achado graça, caído na gargalhada e compartilhado com outros contatos. Porque, afinal, é só mais uma “vagabunda que se deixou filmar” e cujas imagens acabaram vazando para milhares (milhões?) de desconhecidos. Como se nenhuma moça “direita” pudesse chupar um pau ou ficar de quatro. Como se ninguém falasse baixarias a dois. Como se fosse absurdo realizar a fantasia de ser filmada enquanto transa.

Eu não te conheço, mas descobri que você é uma universitária de 19 anos e mora em Goiânia. Não sei quem era o cara do vídeo nem a relação que você tinha com ele. Se era amante, namorado, marido, affair de uma noite. Se você foi “ingênua” ou “safada”, se tem uma índole boa ou ruim. Simplesmente não interessa. Nada disso justifica o massacre contra você e sua família. Qual o tamanho da sua dor agora? Soube que você não está frequentando as aulas e foi afastada da loja de roupas em que trabalhava por causa do assédio. A delegada que cuida do seu caso disse que você disfarçou a aparência para não ser reconhecida, que está abatida de tão triste.
Lamento muito por todos os comentários grotescos e ofensivos que têm circulado na internet. Eles foram feitos pelas mesmas pessoas que acreditam que, se estava de saia curta na rua, pediu para ser estuprada. Tipo: não queria ser exposta, então não deveria ter se deixado filmar. É uma lógica machista que inverte os valores. Você é puta – e não o cara, um mau-caráter. Querida, nossa sociedade está mergulhada nos próprios pudores. Não há nada de errado no que você fez. A cretinice da história toda pertence somente àquele(a) que primeiro repassou o vídeo de um celular privado para uma rede infinitamente invisível.

Espero que você tenha visto a página Apoio à Fran, já com quase 2 mil apoiadores no Facebook: “ela é a vítima”. Sabe, em 2006, uma jornalista que eu venero contou uma história parecida com a sua. Fotos de uma garota de 20 anos transando com dois caras foram parar no Orkut. Ela e a família precisaram mudar de cidade para recomeçar a vida publicamente destroçada. Eu desejo que você consiga se perdoar. Posso imaginar a culpa e a vergonha que você está sentindo. E torço para que os leitores dessa carta sejam mais humanos e menos hipócritas do que eu tenho visto por aí. A foto desse post é o abraço que eu gostaria de te dar.

Nathalia Ziemkiewicz, jornalista e autora do site Pimentaria”.

UPTADE: Uma amiga de Fran me contou que ela só sai de casa para ir aos advogados e à delegacia. Está em pânico, morre de medo de ser reconhecida.

 

 

 

 

 

 

A vergonha alheia não tem limites!

A estupidez das pessoas sempre me surpreende. E nunca deixa de chocar.

Um seguidor no Twitter me enviou essa reclamação de um sujeito no Reclame Aqui!

 

 

Pois é, é exatamente isso! O sujeito quer devolver um vestido que  a esposa porque uma personagem pobre apareceu usando o mesmo modelo numa novela!

A empresa, muito correta, respondeu dizendo que esse não era motivo para pedir a devolução e salientou que faz questão de bem atender a todos, independente da condição social.

 

 

O sujeito, claramente ENVERGONHADO por ter levado esse lindo SABÃO e aula de educação da empresa tentou se justificar com a velha alegação de ter origem humilde, mas não conseguiu deixar de escapar outra coisa. O problema, agora, não seria o vestido, em si, mas o fato de a esposa ter se tornado vítima da zombaria dos amigos.

 

 

Após tentar fazer a empresa arcar com o prejuízo de ser infantil e não suportar zombaria de amigos preconceituosos e estúpidos o sujeito esquece da suposta origem humilde e retoma ao mimimi pequeno-burguês: a roupa, que foi cara, não pode ser usada porque está MACULADA pela associação à pobreza e à favela.

 

E não é piada, VEJAM AQUI in loco!

 

Vou me mudar para um país menos atrasado. Procurando casa no Zâmbia.

Oi, rs

Olá amiguinhos,

Acordei com um telefonema do amigo Lucas pedindo encarecidamente que eu comprasse o LOL de volta. A razão era simples: ele não suportava mais vocês.

Comprei (por R$10,00 e um Snes).

Parem de me atormentar agora.

LOLHOHOHO – O LOL que você não tem medo de mostrar pra sua vó

Amiguinhos, HÁ tempos existe a opção alí em cima de acessar o LOL versão LIGHT.

Mas estavam acontecendo diversos PROBLEMAS. Finalmente eles parecem ter sido resolvidos.

Agora, toda vez que você DESEJAR entrar no LOL sem correr o risco de se deparar com vaginas, peitos, pintos, cuzes e gentes mortas, entre diretamente pelo LOLHOHOHO.COM ou clique no link lá no canto direito lá de cima:

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