Essencial Biblioteca da Formidabilidade – O Homem do Castelo Alto

 

É 1967. A Segunda Guerra mundial foi vencida, em 1947, pelas forças do Eixo. O Reich nazista ocupa quase toda a Europa, parte da América do Sul e divide a África com o Império fascista italiano.  Toda a Ásia, Oceania e parte da América do Sul estão sob julgo japonês. Martin Bormann, que assumira a posição de chanceler após Hitler ter sido afastado vítima da sífilis, acaba de morrer. Göring, Heydrich e Goebbels lutam pelo poder. Os Estados Unidos estão ocupados por forças alemãs ao leste e japonesas ao oeste.

Essa é a premissa para O Homem no Castelo Alto, considerado por muitos, inclusive o Ridley Scott, o melhor livro do Philip K. Dick.

Não se trata de um livro de ficção científica  qualquer. Você não vai passar horas lendo cenas de ação frenética. Mas, se entrar com a mente aberta, vai se deparar com um formidável exercício de análise da realidade.  Através de vários personagens você será IMERSO na vida opressiva de quem perdeu a nacionalidade e a dignidade, em que negros voltaram a ser escravos, judeus foram quase exterminados e todos vivem sob dois governos autoritários que competem entre si.

CORRA, antes que a série que estão fazendo fique pronta!

Ah, AVISO: você vai ter ÓDIO do final!

 

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Essencial Biblioteca da Formidabilidade – A Revolução dos Bichos

 

George Orwell é, talvez, mais conhecido pelo fabuloso 1984 (que virou essa linda camiseta na LOLJA), mas A Revolução dos Bichos é meu predileto em sua obra.

O livro, escrito durante a Segunda Guerra Mundial e publicado em 1985 é uma FÁBULA alegórica sobre a criação da União Soviética.  Nele, os porcos (alegoria para os soviéticos) de uma fazenda lideram uma rebelião pela igualdade dos bichos e a luta contra a opressão do homem. O regime instaurado em nome da igualdade, no entanto, não dura, e seu lado negro começa a emergir.

A história é uma crítica explícita à URSS e, especialmente, a Stalin. Orwell foi muito criticado à época, já que a URSS, ao lado dos EUA, havia salvado os aliados e sido peça essencial na vitória sobre os nazistas.

É um livro pequeno, mas incrível e carregado de crítica política.

Essencial na biblioteca de qualquer um que se deixa seduzir por um ideal em pensar em como ele pode ser aplicado na prática!

Recomendo com FERVOR SUÍNO!

 

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Essencial Biblioteca da Formidabilidade – Fahrenheit 451

Um seguidor me perguntou isso e minha cabeça ESTALOU IMEDIATAMENTE:

 

 

Não pela pergunta em si, mas porque, ao pensar na resposta, me lembrei de uma obra FORMIDÁVEL da qual ainda não havia falado aqui.

 

Ray Bradbury, que, por sinal, morreu esse ano, foi um dos mais conhecidos autores americanos do século passado. Escreveu mistério, horror, fantasia e, principalmente, ficção científica. Autor do fantástico Crônicas Marcianas, Bradbury é melhor celebrado pelo fantástico Fahrenheit 451.

 

Em um futuro distópico os livros são proibidos. Todo e qualquer livro. A simples posse de um deles pode levar à prisão, ou pior. O governo repressor emprega bombeiros que ATEAM fogo a fim de policiar e destruir os livros encontrados. As pessoas vivem vidas vazias, cercadas por TVs (que se tornam suas famílias), sem imaginação ou ideias. A literatura, há muito perdida, é preservada por poucos apreciadores que se marginalizam da sociedade e passam as histórias em forma oral. A história segue Montag, um desses bombeiros, e sua descoberta de um outro lado da vida.

Embora tenha sido escrito na década de 1950, Fahrenheit 451 é extremamente atual. Fala de um futuro onde os livros estão sendo esquecidos, deixados de lado, e as pessoas perderam o contato com a vida social e o mundo real, substituindo-os pela companhia de televisões e famílias virtuais.

Familiar?

Recomendo com vigor de uma MANGUEIRA QUE EXPELE FOGO!

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Essencial Biblioteca da Formidabilidade – Os três mosqueteiros!

 

Os JOVENS tendem a associar tudo que é clássico a algo CHATO e, reconheço, em muitos casos é verdade.  Mas NÃO É, de maneira alguma, o caso dessa EXCEPCIONAL obra de aventura histórica escrita em 1844!

Uma coisa curiosa acerca de Os Três Mosqueteiros é que quase todo mundo já ouviu falar deles, a grande maioria pode atê citar o nome dos QUATRO companheiros, mas quase ninguém LEU. E isso é um ABSURDO, porque o livro é SENSACIONALMENTE FORMIDÁVEL!

Sei que os senhores são fãs de ficção histórica (Cornwell e Conn Iggulden fazem SUCESSO por aqui) saibam, pois, senhores, que Alexandre Dumas, além de ter sido o primeiro a incorporar o sensacional cabelo AFRO à sociedade francesa) é um dos PAIS do gênero.

Em Os Três Mosqueteiros se passa no século XVII, na França, e segue o pobre d’Artagnan no seu desejo de unir aos Mosqueteiros, a guarda pessoal do Rei Luis XIII. Nada ocorre como esperado, é claro e, após se tornarem PARCEIROS, os quatro se METEM  em uma trama que envolve o rei, a rainha, bebedeira, a melhor vilã da história da literatura e a mais excelente aventura ao estilo capa e espada.

É sensacional, especialmente se você considerar a IDADE do livro e a maneira como foi escrito – cheio de ação e aventura. Só posso imaginar NERDS de 1850 lendo isso de peruca branca e dando soquinhos na mesa de EMOÇÃO.

Se você nunca leu, reclame com seu pai por não ter lhe dado uma formação decente e COMPRE AGORA! ANDA!

 

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Essencial Biblioteca da Formidabilidade – Eu sou Ozzy

Perguntei no Twitter por sugestões de TEMAS de livros para eu indicar aqui e muitas pessoas citaram comédia. Me coloquei a pensar e percebi o quanto são raros (e ruins, na maioria) os livros do gênero. Geralmente são escritos por atores e stand-up artists reutilizando piadas velhas que usam em shows. Nada demais.

Foi então que me lembrei o quanto eu ri lendo Eu sou Ozzy. E quando eu falo que ri, quero dizer RI DE VERTER LÁGRIMAS E SOCAR MEU KINDLE NA MESA COMO SE FOSSE O MARTELO DE THOR!

O livro não é, per se, um livro de comédia. É uma autobiografia (escrita com o auxílio de uma co-autora, é claro, já que o Ozzy usa os 2 neurônios que lhe restaram para respirar). Ao contrário de outras autobiografias, no entanto, essa é escrita com toda a sinceridade infantil que é característica do Ozzy. Ele fala abertamente sobre tudo, TUDO MESMO, e você vai se surpreender consigo mesmo por, depois de ler o tanto de coisa ERRADA que ele fez, se pegar AMANDO-O.

TUDO sobre a vida dele é inacreditável. Ter saído de uma família de classe média de uma cidade de merda, sem nenhuma inclinação musical a não ser tatuagens, drogas e gritar, sem talento com as mulheres (e não melhorou com o sucesso) e ter se tornado um super astro do rock já é, por isso, incrível. O fato de ele ainda estar VIVO depois de ter ingerido possivelmente toda substância química do mundo. é outro.

O livro é tão bom que você nem sequer precisa gostar de Ozzy ou de Black Sabbath para apreciá-lo. É claro que, se você é fã, vai adorar conhecer o início da banda e ficar por dentro do que aconteceu durante a gravação dos discos e o desenvolver da carreira, mas o simples fato de lê-lo te transforma em um MEMBRO do círculo de amizades do Ozzy. É como se você o conhecesse. E ele é uma espécie de Homer Simpson drogado. Não há como não amar.

Se esse livro tem algum defeito é o de ter SÓ 416 páginas. Passa muito rápido.

O livro NÃO está em promoção, mas vale CADA centavo. Excelente leitura.

 

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Essencial Biblioteca da Formidabilidade: Bukowski

 

Chegou o momento de os senhores conhecerem um velho amigo, o velho safado, o bêbado contumaz, o escritor de bolas gigantes, coração colossal e pavio curto, Charles Bukowski.

Bukowski é um dos meus autores preferidos desde que encontrei uma velha edição de Misto-Quente nas coisas do meu pai (foi mais ou menos na época em que encontrei meu primeiro PENTELHO, de modo que o velho fez parte da minha formação como homem).

Sou fã de TODA a obra dele. Não há nada que ele escreva que não seja BOM. Até as poesias são divertidas (e eu acho poesia, em geral, uma bosta).  Sua vida era dividida entre beber, brigar, foder e escrever, de modo que há MUITA coisa pra ler. MUITA.

 

Se você não sabe por onde começar, siga minhas INDICAÇÕES:

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Essencial Biblioteca da Formidabilidade: Eu, Robô

 

Isaac Asimov é considerado por muitos (ao lado de Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke) o grande mestre da literatura de ficção-científica. Entre as dezenas de livro que escreveu (alguns reunidos em séries, outros não) está a Série dos Robôs, um conjunto de livros (contos e romances) sobre ROBÔS.

Essa obra é tão influente que provavelmente TUDO que você vê de robô hoje em ficção-científica  se baseou nos conceitos criados por Asimov. Eu, Robô (esqueça o filme, por favor) é o primeiro livro e reúne 9 contos sobre robôs e sua relação com humanos. Em um deles aparecem pela primeira vez as famosas três leis da robótica (na verdade o termo robótica foi aí inventado) e todos os novo abordam temas filosóficos intrigantes. Qual a diferença entre um robô inteligente e um humano? Robôs podem ter sentimentos? Pode pensar por si mesmo?

Asimov consegue te DIVERTIR e colocar sua cabeça para FUNCIONAR ao mesmo tempo.

O livro, publicado em 1950, contém conceitos que na época não existiam, ou que eram embrionários, e que, anos depois, tornaram-se realidade.

É um prato cheio e MANDATÓRIO para quem aprecia o gênero.

Só tome CUIDADO! A obra de Asimov é grande e depois de ler esse livro você vai sentir DESEJO INCONTROLÁVEL de ler todos.

 

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Essencial Biblioteca da Formidabilidade – Ayla, a Filha das Cavernas

Eu, e, pelo visto, quase todos os seguidores do Twitter, somos fãs de ficção-histórica. O primeiro nome que vem à mente, quando falamos do gênero é Bernard Cornwell, que já foi extensivamente recomendado por mim. Conn Iggulden também um conhecido e talentoso autor do gênero.

Há, porém, uma autora que já escreve há algum tempo e que se destaca por ter criado um spinoff do gênero: os livros de ficção PRÉ-HISTÓRICA.

Lançado em 1980, Ayla, a Filha das Cavernas, é o primeiro livro da série de 6 livros, Os Filhos da Terra. A série se passa há mais de 35 mil anos, na Era do Gelo, quando humanos (cro-magnons) e neandertais conviviam. O primeiro livro conta a história de Ayla, uma garota de 5 anos que perde a família em um terremoto. Ela é encontrada e adotada por um grupo de neandertais, o Clã do Urso da Caverna. O primeiro livro foca na relação da garota humana com a outra espécie e seu crescimento.

Ao contrário da visão com que Alan Moore retrata de homens pré-históricos no primeiro capítulo de A Voz do Fogo (excelente, por sinal), os personagens dessa série são complexos, interessantes e únicos (atenção especial a Creb, o xamã dos neandertais).

Os livros são profundamente pesquisados (por conta disso o sexto livro só foi lançado em 2011) e são uma visão incrível de uma hora da qual não sabemos quase nada. É uma obra única (literalmente, não conheço nada semelhante) e recomendo a leitura de todos. É mais que uma aventura, é um estudo da vida em sociedade e do crescimento pessoal.

É por isso que, mesmo com o preço mínimo (que o classificaria melhor no Dicas do Sicko), que o recomendo na Essencial Biblioteca.

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Essencial Bibliotecada da Formidabilidade: Medo e Delírio em Las Vegas

Antes de mais nada, de nada, pois vou compartilhar um ídolo pessoal com os que ainda não o conhecem.

Hunter S. Thompson era um jornalista qualquer que escrevia para a Rolling Stone. Já se distinguia pelo estilo informal de escrever, mas não tinha muito reconhecimento. Até que a revista Sports Illustrasted resolveu pagar-lhe para ir até Las Vegas e cobrir uma corrida de motos.

O que deveria ter sido uma viagem normal se transformou em um dos relatos mais hilários, estranhos, agonizantes e psicodélicos jamais escritos. O livro é a história real da viagem de Thompson e seu advogado de origem mexicana até Las Vegas. Juntos ambos usam todo o dinheiro da revista em um carro alugado e um turbilhão de DROGAS.

Hunter é considerado o PAI do jornalismo gonzo, uma forma mais pessoal, literária e informal de jornalismo, e Medo e Delírio em Las Vegas lhe conferiu fama internacional.  Viciado em todo o tipo de drogas, aficionado por armas e completamente sem juízo, é uma das personalidades mais interessantes da MODERNIDADE. As 200 e poucas páginas do livro VOAM e você se sente sentado no banco de trás do conversível enquanto compartilha com os dois uma série de aventuras lisérgicas.

É a prova suprema de que literatura pode ser divertida, engraçada e vibrante.

Recomendo vigorosamente e aconselho que não pare por ele. Leiam TUDO que encontrem de tal senhor. Ele é foda e a tradução é excelente.

 

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RECOMENDO, em seguida:

Hunter Thompson relata sua vida por um ano com os Hell’s Angels!

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Ficção, sobre um jornalista bêbado em Porto Rico. Escrito por ele aos 22 mas publicado décadas depois.

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Essencial Biblioteca da Formidabilidade – Deuses Americanos

 

Já deve ter ficado claro para os senhores que sou fã de Neil Gaiman (a minha coleção linda de The Absolute Sandman, LUZINDO na estante não me deixa mentir). De tudo que ele produziu, o que considero o clássico absoluto e obra prima é Deuses Americanos (cuja edição clássica e ESGOTADA ganhei de um leitor, foi mal).

O livro conta a história de um ex presidiário (Shadow) que é contatado por um homem misterioso (Wednesday) que lhe oferece alguns serviços. Ao aceitar, Shadow embarca em uma jornada lisérgica entre dois mundos. Wednesday, cuja identidade, para o conhecedor do mínimo de mitologia nórdica, fica logo clara, está tentando salvar os antigos deuses, que morrem aos poucos diante do esquecimento e da ascensão dos deuses modernos. Em sua jornada, Shadow encontrará deuses russos, nórdicos, egípcios, entre outros, vivendo esquecidos pelos Estados Unidos como mendigos, drogados e prostitutas.

No que, talvez, seja um dos livros mais imaginativos que já li, Gaiman cria uma mitologia americana completamente nova. É uma ode às velhas histórias, às tradições. É lindo e único.

É essencial porque é a maior e mais bem sucedida obra de fantasia moderna já escrita.


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