Essencial biblioteca da formidabilidade: A Vida Imortal de Henrietta Lacks

 

Poucas pessoas sabem, mas uma negra simples e pobre, nascida em 1920 e enterrada em 1951 após ser vitimada por um câncer, ainda vive hoje e está espalhada por todo o mundo.

Henrietta Lacks revolucionou a história da medicina. E o fez sem saber. Aos 31 anos de idade  foi ao hospital se queixando de um nódulo no interior de sua barriga. Após uma série de exames  foi diagnosticada com um virulento câncer do colo do útero. Após sofrer com diversos tratamentos ineficazes (inclusive ter tubos de urânio inseridos em sua vagina), Henrietta faleceu. Como era de costume, os médicos coletaram e guardaram amostras do seu útero infectado. Como também era costume, principalmente entre pacientes negros, usaram essas amostras para testes.

A medicina na década de 50 era uma ciência que engatinhava. O estudo de células era dificuldade pelo fato de que era difícil cultivar células em laboratório por muito tempo. Todas as tentativas não duravam. No hospital em que Henrietta foi tratada funcionava um laboratório que trabalhava em descobrir uma maneira de cultivar as células com sucesso. E a cabeça dos pesquisadores explodiram ao fazerem testes com suas células. Elas se MULTIPLICAVAM DESCONTROLADAMENTE.

A Vida Imortal de Henrietta Lacks é o fascinante trabalho de uma jornalista que cavou a fundo a história dessa, até então, desconhecida personagem. Suas células, que deram origem à mais prolífica e durável linhagem de células (conhecidas poe HeLa) estão espalhadas por laboratórios do mundo todo e ajudaram na pesquisa e desenvolvimento de milhares de medicamentos, testes da vacina contra polio, estudos contra AIDS, toxinas, câncer e mais de 60.000 outros estudos!

A jornalista conta suas andanças pelos confins dos EUA, revirando o obscuro passado de Henrietta, seus filhos e netos e a fascinante história da pesquisa com células e todas as suas consequências. Mistura investigação jornalística, suspense, drama e ciência, com o adicional de que é uma HISTÓRIA REAL.

É um livro para LEIGOS, não se preocupe, e é uma leitura agradabilíssima. Foi best-seller do NY Times e constou em quase todas as listas de 10 melhores livros de 2010. Essencial por prestar homenagem à mulher cujas células provavelmente proporcionaram a criação do remédio que você acabou de tomar hoje.

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