Divã do Sicko: todos que eu amo morrem
Postado por Sicko em junho 1, 2010

É dificil começar a explicar assim, repentinamente, mas num breve resumo da minha infância, fui criado como um grande perdedor, que nunca arrumava mulher, se matava de estudar pra apanhar dos outros garotos do colégio, e achava que o mundo era lindo quando eu conhecesse o “amor da minha vida”. Típica história de cabaço adolescente de cidade pequena.
De qualquer forma, um dia eu conheci uma garota, nos apaixonamose com 3 meses que nos conhecíamos, eu a pedi em namoro, com alianças feitas de ouro branco, que eu havia comprado vendendo todos os meus livros, instrumentos, brinquedos, anyway para poder presenteá-la. Devo lembrar, que na época eu estava no auge dos meus 15 anos. Tudo foi às mil maravilhas durante 5 meses que estivemos juntos.Ela havia sido minha primeira transa, meu primeiro amor correspondido, e a primeira pessoa com quem eu conseguia conversar abertamente. Para mim, garoto de cidade pequena, conhecer e namorar uma garota da cidade grande era algo extraordinário, e eu sempre tolerava as vezes em que ela fumava maconha com seus amigos. Nunca achei nada demais, até nosso aniversário de 6 meses, quando ela me ofereceu cocaína. Eu recusei, e ela, sob efeito do entorpecente, me xinga, me bate, e atira a aliança, que tinha um significado tão bonito, em minhas costas. Eu me afastei dela, depois da tradicional “Ou as drogas, ou eu”. Ela escolheu as drogas, e por 3 dias eu passei em casa, anestesiado, inerte em pensamentos perdidos, e é no terceiro dia que a procuro, resoluto de que eu enfrentaria mesmo as drogas para estar com ela.
Mas ela não estava mais lá, pois na noite anterior haviatomado uma dose cavalar de cocaína injetada e falecera de overdose. Quando questionada por telefone, sua irmã afirmara que havia sido culpa de uma briga que ela teve com o namorado.

















